INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO — CAMPUS VITÓRIA

DIRETORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO

Coordenadoria de Engenharia Sanitária e Ambiental • Gestão e Tratamento de Resíduos Orgânicos

RELATÓRIO TÉCNICO DE MONITORAMENTO DE COMPOSTAGEM E RELAÇÃO C/N

Documento oficial gerado pelo sistema GestComp • Modelagem matemática baseada em Plantickow, Korres e Ribeiro (2023)

Data de Emissão: —
Horário: —
Sistema Operacional: GestComp v6.0 Pro
Lotes Filtrados: 0 registro(s)

1. Resumo Executivo e Indicadores Ambientais Consolidados

Lotes Processados Massa Total (kg) Volume Total (L) C/N Média Ponderada CO₂eq Evitado Estimado (IPCC)
0 0,00 kg 0,0 L — 0,0 kg CO₂eq

2. Registro Detalhado das Coletas e Balanço Gravimétrico

3. Parâmetros Físico-Químicos e Coeficientes de Regressão Linear (IFES)

Categoria de Resíduo Relação C/N Densidade Média (kg/L) Equação de Modelagem Linear (y = a·x + b) Função no Processo de Compostagem
0%
GestComp Logo Oficial
"Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" (Lavoisier)

Gestão de Resíduos Orgânicos

Monitoramento operacional e modelagem estequiométrica da relação C/N para compostagem institucional no IFES. Conversão de alta precisão entre volume aferido e massa real.

Compostagem Aeróbia Regressão Linear: y = a·x + b Relação C/N Otimizada CO2eq Desviado

Resumo Operacional de Hoje

Coletas hoje

0
lotes registrados

Massa total

0,0
kg processados

Volume total

0,0
litros recolhidos

Relação C/N

—
Faixa ideal: 25 a 35:1

CO2eq Evitado

0,0
kg CO2eq (IPCC)

Últimas Atividades Registradas

Nenhum dado cadastrado ainda.
Acesse a aba Cadastro para registrar novas coletas.

Cadastro Operacional de Resíduos

Modo de Entrada dos Dados:
Insira os valores em quilogramas (kg).
Resíduo Índice C/N Densidade (kg/L) Massa (kg) Massa Final (kg) Volume Equivalente (L)

Status Instantâneo da Mistura (Balanço C/N)

Arraste para girar
—
/ 1  (C/N Estimado)
0253550110
Insira os dados acima para simular a proporção Carbono/Nitrogênio da mistura.

Equilíbrio Nutricional & Correção de Leira

Instruções de Diagnóstico: Selecione uma data para analisar a mistura gerada. A faixa ideal para compostagem termofílica é de 25:1 a 35:1. O algoritmo calculará a quantidade estequiométrica de material corretivo para atingir a meta selecionada.

Resíduo Massa (kg) Volume (L) Índice C/N Contribuição Ponderada (Massa × C/N)

Análise Global da Leira

Arraste para girar
—
/ 1  (C/N Global da Data)
0253550110
Aguardando seleção de data no filtro acima.

Banco de Dados Consolidado

Armazenamento e Backups Locais
Exporte backups periódicos em JSON para garantir a segurança dos dados da pesquisa e restaure em qualquer computador.
Atalhos:

Banco de Dados vazio.

Inteligência de Dados & Indicadores Ambientais

Massa Processada

0,0
kg totais

Volume Desviado

0,0
litros recolhidos

Taxa Per Capita

—
kg / pessoa / dia

Índice C/N Médio

—
Parâmetro: 25 a 35

CO2eq Evitado

0,0
kg CO2eq (IPCC)

Manômetro C/N em Tempo Real (Apache ECharts)

Indicador cinético da Relação Carbono/Nitrogênio global dos lotes ativos filtrados.

< 20 Crítico 25–35 Ideal > 35 Lento

Distribuição Volumétrica (%)

—
L Totais

Geração de Resíduos por Setor (kg)

Evolução Temporal da Relação C/N

Comparativo Físico: Massa (kg) vs Volume (L)

Composição Diária Estratificada por Resíduo (kg)

Mitigação Acumulada de GEE (kg CO₂eq)

Padrão Semanal de Geração (kg por Dia)

Evolução da Taxa Per Capita por Setor (kg / pessoa / dia)

Densidade Aparente Operacional vs. Teórica (kg/L)

Histograma de Conformidade da Relação C/N

Radar de Desempenho Operacional & Sustentabilidade

Painel de Impacto Ecológico & Metas de Descarbonização (Apache ECharts)

Equivalências ecológicas calculadas a partir do desvio gravimétrico de aterro sanitário e tratamento aeróbio.

Metodologia IPCC

Modo de Usar & Manual Técnico Completo

Guia operacional passo a passo, interpretação detalhada de todos os gráficos analíticos e memória de cálculo com todas as formulações matemáticas do GestComp.

Procedimento Operacional Padrão (POP) em 6 Passos

1

Triagem Rígida na Fonte

Segregue estritamente em contentores próprios no ponto gerador: borras de café, cascas de frutas, sobras de legumes, cascas de ovos e podas de jardim. Evite carne, laticínios, óleos ou rejeitos plásticos.

2

Aferição Volumétrica Direta

Na ausência de balança industrial no pátio, utilize as graduações dos recipientes rígidos (baldes de 20 Litros) para registrar a quantidade volumétrica solta coletada diariamente.

3

Conversão Matemática Automática

O software converte instantaneamente o volume medido para massa gravimétrica real através das equações lineares de calibração laboratorial (M = a · V + b).

4

Balanço Nutricional C/N

O algoritmo calcula a média ponderada estequiométrica das frações para assegurar que a proporção Carbono/Nitrogênio atinja a faixa biológica ideal (25:1 a 35:1).

5

Adequação com Receita Corretiva

Caso a mistura do dia apresente excesso de Nitrogênio (<25:1) ou de Carbono (>35:1), consulte a aba Relação C/N para obter a dosagem exata do resíduo corretivo a ser incorporado à leira.

6

Auditoria & Relatórios Técnicos

Acompanhe no Dashboard a evolução temporal de geração, emissões evitadas de CO2eq, o húmus gerado e gere relatórios no padrão ABNT para comprovação de sustentabilidade.

Guia de Leitura e Interpretação de Todos os Gráficos

1. Composição Gravimétrica Relativa (%)

O que mostra: A proporção percentual de cada tipologia de resíduo sobre o volume total coletado no período filtrado.
Como interpretar: Permite diagnosticar qual categoria predomina no pátio. Uma fatia muito expressiva de borras de café ou legumes alerta para um aporte concentrado de umidade e nitrogênio, exigindo preparo prévio de estruturante seco (podas ou serragem).

2. Geração Total por Setor (kg)

O que mostra: Barras horizontais que somam a massa gravimétrica gerada por cada ponto de coleta institucional (Cantina, Refeitório Central, Jardins, etc.).
Como interpretar: Identifica visualmente os pontos focais de resíduos no campus, permitindo dimensionar frequências de recolhimento e rotas logísticas prioritárias.

3. Evolução Temporal da Relação C/N Diária

O que mostra: A linha diária da relação C/N calculada pelo algoritmo, contrastada com a Faixa Ótima de Kiehl (25:1 a 35:1) marcada em verde translúcido.
Como interpretar: Pontos que caem abaixo de 25:1 indicam risco de lixiviação de chorume e odor amoniacal; pontos acima de 35:1 representam leiras de lenta degradação biológica por carência proteica.

4. Histórico Temporal de Geração Diária (kg)

O que mostra: O volume diário em quilogramas recolhido dia após dia pelo pátio de compostagem.
Como interpretar: Evidencia variações de rotina institucional (dias letivos vs. fins de semana, períodos de férias e eventos acadêmicos com maior consumo alimentar).

5. Evolução Acumulada por Tipologia (Área Empilhada)

O que mostra: A contribuição cumulativa contínua de cada resíduo compondo o volume total da leira ao longo dos dias de monitoramento.
Como interpretar: Permite verificar se o acúmulo de carbono e nitrogênio ao longo do tempo se mantém equilibrado ou se uma categoria está crescendo desproporcionalmente.

6. Mitigação Acumulada de GEE (kg CO₂eq) vs. Meta

O que mostra: Curva de carbono equivalente não emitido na atmosfera graças ao desvio de aterro sanitário, confrontada com a meta institucional do campus.
Como interpretar: Mede o avanço ecológico real da instituição, fornecendo comprovação quantitativa para auditorias de carbono e ODS da ONU.

7. Geração Média Semanal por Dia Útil

O que mostra: Barras verticais com a média aritmética descartada em cada dia da semana (Segunda a Sexta-feira).
Como interpretar: Ajuda a prever os dias de maior sobrecarga operacional no pátio (por exemplo, segundas-feiras com estoque do fim de semana ou sextas-feiras de faxina de câmaras frias).

8. Indicador de Descarte Per Capita (kg/pessoa·dia)

O que mostra: A taxa unitária de geração ponderada pela quantidade de frequentadores de cada setor.
Como interpretar: Normaliza o descarte, eliminando a distorção do tamanho dos setores e permitindo identificar campanhas de conscientização alimentar necessárias.

9. Histograma de Distribuição Estatística C/N

O que mostra: A contagem de ocorrências de leiras dentro de intervalos de C/N: Crítico (<20:1), Excesso de N (20-25:1), Ideal (25-35:1) e Excesso de C (>35:1).
Como interpretar: Indica a maturidade operacional do campus: quanto maior a concentração de barras na faixa central (25–35:1), mais consistente é o controle na fonte geradora.

10. Densidade Real de Campo vs. Teórica Laboratorial (kg/L)

O que mostra: Comparativo lado a lado da densidade observada no pátio com o valor padrão do estudo de calibração do IFES.
Como interpretar: Valida a integridade da medição volumétrica. Desvios acentuados indicam recipientes excessivamente compactados ou alteração no teor de água dos alimentos.

11. Radar de Desempenho Operacional & Sustentabilidade

O que mostra: Um polígono pentagonal avaliando 5 eixos de 0 a 100%: Equilíbrio C/N, Desvio de Aterro, Regularidade, Fidelidade de Densidade e Estabilidade de Umidade.
Como interpretar: Uma área preenchida ampla e equilibrada reflete excelência de processo; cantos retraídos apontam exatamente em qual pilar o manejo de compostagem precisa melhorar.

12. Painel de Impacto Ecológico & Metas (Apache ECharts)

O que mostra: Métricas quantitativas de benefícios ecológicos acumulados: metano não gerado, composto produzido, créditos de carbono gerados, mudas equivalentes e km urbanos não rodados.
Como interpretar: Converte quilos de lixo orgânico em valor ambiental tangível e compreensível para a comunidade acadêmica e gestores.

Memória de Cálculo & Fundamentação Científica das Fórmulas

Fórmula 1 Conversão Volume ↔ Massa por Regressão Linear Laboratorial

Massa (kg) = a · Volume (L) + b    |    Volume (L) = (Massa - b) / a

Origem e Fundamentação: Pesquisa de campo e calibração estatística conduzida no IFES Campus Vitória por Plantickow, Korres e Ribeiro (2023) e consolidada na dissertação de mestrado de Plantickow (2026).

  • a (Coeficiente Angular): Representa a densidade aparente ajustada do resíduo (kg por litro).
  • b (Intercepto Linear): Representa a constante empírica de calibração do recipiente (baldes plásticos rígidos de 20 L).
  • R² (Coeficiente de Determinação): Expressa a precisão do modelo estatístico (borras de café R² = 0,946; frutas R² = 0,915; ovos R² = 0,953; legumes R² = 0,603).

Fórmula 2 Relação Carbono/Nitrogênio Global da Leira (Média Ponderada)

(C/N)global = ∑ [ Massa_i (kg) · (C/N)_i ] / ∑ Massa_i (kg)

Origem e Fundamentação: Princípio microbiológico de Kiehl (1985, 2004). As bactérias e fungos termofílicos necessitam de 25 a 35 partes de Carbono para cada 1 parte de Nitrogênio assimilado na síntese de biomassa celular e proteínas.

  • Massa_i: Massa gravimétrica do resíduo específico na mistura (kg).
  • (C/N)_i: Índice nutricional estequiométrico tabelado (Borras de Café = 27:1; Frutas = 35:1; Legumes = 25:1; Cascas de Ovos = 12:1; Áreas Verdes = 30:1).
  • Faixa Biológica Ótima: 25:1 a 35:1. Valores < 25:1 provocam liberação de amônia (mau cheiro); valores > 35:1 desaceleram a decomposição.

Fórmula 3 Dosagem Algébrica de Correção de Leira (Receita Corretiva)

Massa_adicionar (kg) = [ Meta · Massa_total - ∑ (Massa_i · (C/N)_i) ] / [ (C/N)_corretivo - Meta ]

Origem e Fundamentação: Dedução algébrica de conservação de massa aplicada à compostagem aeróbia. O algoritmo calcula analiticamente a quantidade precisa de apenas um material que o operador deve adicionar à pilha para trazer a relação C/N de volta à meta selecionada (padrão: 30:1).

  • Se a leira estiver com excesso de Nitrogênio (C/N < 25), o sistema sugere a adição de materiais ricos em Carbono (Frutas ou Serragem Seca/Palha com C/N 300:1).
  • O volume equivalente a despejar é calculado imediatamente: Volume_adicionar = (Massa_adicionar - b) / a.

Fórmula 4 Mitigação de Gases de Efeito Estufa (CO₂eq Evitado)

CO₂eq Evitado (kg) = Massa Orgânica Desviada (kg) · 0,55 kg CO₂eq/kg

Origem e Fundamentação: Metodologia internacional do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2006/2019) e do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares, Brasil).

  • Em aterros sanitários anaeróbios, cada 1.000 kg de matéria orgânica gera entre 35 e 45 kg de metano puro (CH₄). O CH₄ possui um Potencial de Aquecimento Global (GWP) 28 vezes superior ao CO₂.
  • O desvio por compostagem aeróbia converte o carbono em biomassa e CO₂ biogênico neutro, gerando um crédito ecológico líquido comprovado de 0,55 kg de CO₂eq mitigado por quilograma tratado.

Fórmula 5 Rendimento Gravimétrico de Adubo Orgânico Humificado (Húmus)

Composto Orgânico Pronto (kg) = Massa Orgânica Inicial (kg) · 0,35

Origem e Fundamentação: Parâmetros agronômicos do MAPA (Instrução Normativa nº 61/2020) e Kiehl (2004). Devido à perda de água por evaporação térmica e oxidação do carbono em CO₂, a bioestabilização final gera em média 35% de composto orgânico puro de alto valor agronômico para hortas e jardins institucionais.


Fórmula 6 Índices Per Capita e Equivalências Ecológicas

Per Capita = Massa_Setor / Nº Pessoas    |    km Veiculares Evitados = CO₂eq / 0,12 kg CO₂/km

Origem e Fundamentação: O fator de 0,12 kg CO₂/km corresponde à taxa média de emissões da frota de veículos leves urbanos a gasolina do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV / INMETRO / IBAMA). A equivalência de mudas de árvores considera a absorção média de 15 kg CO₂/ano por muda arbórea da Mata Atlântica em desenvolvimento.

Fórmula 7 Cinética Térmica, Zoneamento e Estimativa de Temperaturas 3D (Leira e Reator)

Leira: T_núcleo = f(C/N)  |  T(profundidade) = T_núcleo × [1,0 (80cm) ; 0,71 (45cm) ; 0,46 (10cm)]
Reator 72h: T(h) = 28 + (h/24) × 37 [0 a 36h]   |   T(h) = 65 - ((h-36)/36) × 15 [36 a 72h]

Origem e Fundamentação Bioenergética (Kiehl, 2004; Haug, 1993): O calor na compostagem é subproduto da oxidação exotérmica microbiana (libera ~14.000 a 18.000 kJ/kg de matéria seca degradada).
• Balanço C/N: Se equilibrado (25 a 35:1), o núcleo atinge 62,5°C (sanitização plena). Se rico em nitrogênio (C/N < 20), a fermentação inicial é intensa atingindo 66,8°C. Se rico em carbono (C/N > 40), a atividade celular é lenta atingindo apenas 48,0°C.
• Gradiente de Fourier na Leira: O calor acumulado no núcleo dissipa para as bordas em função da condutividade térmica da palha (k ≈ 0,15 W/m·K), gerando os 3 patamares: Núcleo (62,8°C), Zona Mesófila (44,5°C) e Borda (29,1°C).
• Reator Acelerado In-Vessel: Por ser estanque e isolado, opera sob regime quase adiabático (perda de calor quase nula para o vento). Em 24 a 36 horas, atinge o pico de 65°C sanitizando 100% de patógenos antes de estabilizar a 50°C às 72 horas.

Constantes Físico-Químicas Calibradas dos Resíduos (IFES Campus Vitória)

Categoria de Resíduo Ícone Densidade Média (kg/L) Coeficiente Angular (a) Intercepto Linear (b) Relação C/N
"O solo é a pele viva da Terra" — provérbio da agroecologia

Ciência dos Resíduos Orgânicos

Conceitos, dados consolidados da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e fundamentos bioquímicos que regem a decomposição aeróbia da matéria orgânica.

Mitigação de Metano (CH4) Economia Circular Microbiologia do Solo

O que são Resíduos Orgânicos?

Resíduos orgânicos compreendem a matéria biodegradável de origem vegetal ou animal (restos de alimentos, podas de jardinagem, cascas e borras). Diferenciam-se dos recicláveis secos por seu alto teor de umidade e putrescibilidade imediata. Quando destinados a aterros sanitários ou lixões, decompõem-se anaerobicamente, emitindo gás metano (CH4), cujo potencial de aquecimento global é 28 vezes superior ao dióxido de carbono (CO2) em um horizonte de 100 anos.

A Roda 3D dos Resíduos — Observatório Interativo & Dossiê Técnico

Simulador Orbital Dinâmico: Visualização 3D de alta amplitude de todos os resíduos orgânicos cadastrados no IFES. Conforme novos resíduos são incorporados ao catálogo, novas órbitas e esferas são criadas automaticamente. Gire a órbita, dê zoom pelo scroll ou clique nas esferas para carregar os parâmetros analíticos.

Clique na esfera para detalhes
Arraste para girar • Roda do mouse para zoom 5 resíduos em órbita
Borras de Café
Rico em Nitrogênio (Ativador)

Resíduo homogêneo de alta densidade e rico em nutrientes. Atua como estimulante térmico para microrganismos decompositores no início da pilha.

Nitrogênio (<25:1) Faixa Ótima (25–35:1) Carbono (>35:1)
Relação C/N
27:1
Densidade Aparente
0,933 kg/L
Equação Linear (IFES)
y = 0.861x + 0.254
Umidade Típica
~60%
💡 Recomendação Operacional no Pátio: Distribua em camadas finas ou intercaladas com podas e serragem para evitar compactação anaeróbia devido à sua alta densidade aparente.
Resíduos Atualmente em Órbita (Clique para Foco Rápido) + Cadastrar Novo Tipo

Pilares do Benefício Ambiental

Mitigação de Gás Metano (CH4)

A aeração controlada da leira favorece bactérias aeróbias, convertendo o carbono biodegradável em CO2 biogênico e neutralizando a geração de gás metano (CH4), típico da decomposição anaeróbia em aterros.

Reciclagem de Nutrientes

O composto devolve nitrogênio, fósforo, potássio e micronutrientes ao solo, aumentando a retenção hídrica e reduzindo a dependência de fertilizantes químicos sintéticos.

Vida Útil dos Aterros Sanitários

A fração orgânica representa ~45% do lixo urbano brasileiro. O desvio dessa massa alivia a sobrecarga dos aterros municipais e previne a formação de chorume poluente.

Economia Circular & Adubo Orgânico

Transforma passivos ambientais em insumo agrícola de alto valor agronômico para hortas comunitárias, paisagismo institucional e recuperação de solos degradados.

Panorama Brasileiro de Resíduos Sólidos

Fração Orgânica

~45%
do lixo urbano no Brasil

Hoje Compostado

<2%
do total de orgânicos gerados

Meta Planares

13,5%
aproveitamento até 2040

Geração per Capita

~1,04 kg
RSU por habitante / dia

Você Sabia? — Clique nos Cartões para Virar

Casca de Banana no Aterro

Leva de 2 a 6 meses para se decompor em aterro gerando gás metano (CH4), mas se torna adubo fértil em poucas semanas numa leira aeróbia ativa.

Borra de Café

Rica em nitrogênio e micronutrientes (C/N 27:1), melhora a estrutura da leira e atua como estimulante térmico para bactérias benéficas.

Fase Termofílica

Com C/N equilibrada (25 a 35:1), a temperatura atinge 55°C a 65°C, higienizando o composto e eliminando sementes invasoras e patógenos.

Casca de Ovo

Possui C/N muito baixa (12:1) e alto teor de carbonato de cálcio (CaCO3), auxiliando na neutralização de ácidos na fase inicial de fermentação.

"A compostagem termófila é a forja biológica da fertilidade do solo" — Kiehl (2004)

Gêmeo Digital 3D: Leira de Pátio Aberto

Zoneamento térmico, plumas de vapor convectivo e 3 sondas digitais espetadas em tempo real.

Termófila (>55°C) Aeração Convectiva 3 Sondas 3D
Massa: 0 kg
C/N: 30:1
Fase: Termófila
🌡️ Passe o mouse ou clique nas sondas de medição da leira
Visão: Leira Externa Completa
🖱️ Arrastar com o botão esquerdo: Rotacionar 360° | Scroll: Zoom in/out | Clique nas Sondas para inspecionar parâmetros biológicos Simulação Térmica Ativa

Sonda 1: Núcleo Termófilo

Profundidade: 80 cm a 1,20 m
62.8 °C

Zona de higienização máxima. Temperaturas acima de 55°C mantidas por >3 dias eliminam 100% de patógenos (Salmonella, coliformes fecais) e sementes de invasoras.

O₂: 14.5% Atividade: Bactérias Termófilas

Sonda 2: Zona Mesófila

Profundidade: 35 cm a 60 cm
44.5 °C

Camada intermediária de digestão de açúcares, amidos e aminoácidos solúveis por actinomicetos e fungos mesofílicos. Alta taxa de proliferação biológica.

O₂: 16.2% Atividade: Fungos & Actinomicetos

Sonda 3: Capa Isolante

Profundidade: 0 a 20 cm
29.1 °C

Camada superficial estruturante de palha ou serragem. Impede perda rápida de umidade, isola o calor do núcleo contra ventos e bloqueia vetores (moscas).

O₂: 19.8% Atividade: Barreira Biológica

Memória de Cálculo: Como estas temperaturas foram estimadas?

1. Potencial Térmico pelo C/N do Dia:
O sistema afere a relação C/N média do lote selecionado. Se o C/N estiver equilibrado (25:1 a 35:1), a carga energética sustenta respiração bacteriana termófila ótima a 62,5 °C. Se faltar carbono (C/N < 20), fermenta rápido a 66,8 °C; se faltar nitrogênio (C/N > 40), a taxa de calor cai para 48 °C.
2. Fatores de Atenuação por Profundidade:
Pela Lei de Condução de Calor de Fourier num meio poroso com condutividade térmica da palha (k ≈ 0,15 W/m·K):
• Sonda 1 (Núcleo 80-120 cm): Retém 100% do calor = 62,8 °C.
• Sonda 2 (Manto 40-60 cm): Fator 0,71 × Núcleo = 44,5 °C.
• Sonda 3 (Borda 10-20 cm): Fator 0,46 × Núcleo = 29,1 °C.
3. Efeito da Viragem e Aeração:
Ao clicar em "Simular Viragem", a entrada súbita de ar fresco alivia temporariamente a temperatura do núcleo e eleva o oxigênio para 19,2%, reativando as bactérias aeróbias e evitando a anaerobiose (Kiehl, 2004).
"Cinética de biodegradação acelerada em tambor cilíndrico fechado"

Reator Industrial 3D: Compostagem Acelerada (In-Vessel)

Gêmeo digital de composteira mecânica: rotação contínua, aeração forçada e digestão em 72h.

1. Lote: Escolha o Dia da coleta abaixo
2. Raio-X: Ative para o cilindro virar vidro
3. Rotação: Mude a velocidade (RPM) no slider
4. Ciclo 72h: Veja aquecer a 65°C e virar adubo
Rotação: 3.0 RPM
Visor: Aço Inox Industrial
⚙️ TELEMETRIA SCADA REATOR
Carga Atual: 0 kg (0% vol)
Temperatura Leito: 64.2 °C
Fluxo Aeração: 140 L/min
Fase do Ciclo: Termófila Acelerada
🖱️ Arrastar: Rotação 360° do maquinário | Scroll: Zoom | Modo Raio-X: Inspecione as palhetas e o tombamento da biomassa Motor Elétrico: Conectado

Cinética de Degradação Térmica Acelerada (Ciclo de 72 Horas)

Hora 0 de 72
0h - Carga Inicial
Mistura mecânica e inoculação bacteriana.
24h - Pico Térmico
Ascensão para 65°C, sanitização de patógenos.
48h - Digestão Intensa
Degradação de gorduras e polímeros complexos.
72h - Pré-Composto Estável
Material inodoro pronto para maturação final.

Memória de Cálculo: Como o Reator atinge 65°C em 72 Horas?

1. Retenção Térmica Adiabática (In-Vessel):
Ao contrário da leira no chão que perde calor para o vento e chuva, o reator é um vaso cilíndrico de aço fechado com paredes isoladas. As perdas térmicas condutivas são próximas de zero. Todo o calor gerado pela oxidação dos alimentos (~16.000 kJ/kg) permanece confinado na biomassa (Haug, 1993).
2. Cinética de Aquecimento (0h a 36h):
Com injeção de ar de 140 L/min e tombamento contínuo a 3 RPM, as bactérias operam sem limitação de oxigênio. A temperatura sobe linearmente de 28 °C para 65 °C em 24 a 36h: T(h) = 28 + (h / 24) × 37, garantindo eliminação de coliformes conforme USEPA 503.
3. Estabilização e Pré-Cura (36h a 72h):
Após 36h, os açúcares fáceis se esgotam e a atividade desacelera, resfriando suavemente até 50 °C: T(h) = 65 - ((h - 36) / 36) × 15. A biomassa sai inodora, escura e pré-compostada com perda de ~30% de umidade em vapor.